A maior certificadora no segmento saúde da América Latina.
A maior certificadora no segmento saúde da América Latina.
Conteúdo Exclusivo
 
 

Blog do Rubens

Quantas mudanças cabem em 30 anos?
Tentar adquirir experiência apenas com a teoria é como tentar matar a fome apenas lendo o cardápio Quando a ISQua (Advancing Patient Safety & Quality) foi fundada, na metade da década de 1980, o momento era de formação de uma entidade responsável por alinhar e validar os modelos de acreditação que surgiam em diversos países. Enquanto isso, no Brasil, estávamos aprendendo o que significava, de verdade, qualidade em saúde. Pouco se sabia sobre conceitos que hoje interferem rigorosamente em nossas atividades enquanto profissionais da Saúde, em todos os níveis e disciplinas. Processos, indicadores, gestão estratégica, segurança do paciente, assistência com cuidado e gestão de risco – todos termos que, somente três décadas depois, viriam a se estabelecer, definitivamente, em nossas vidas e em nosso mercado de saúde. Tudo tem, mesmo, o momento certo de acontecer. E foi no final de outubro deste ano, durante a International Society for Quality in Health Care, conferência internacional da ISQua realizada em Tóquio, no
13 perguntas que o paciente deve fazer ao seu médico
“Somos responsáveis pela realidade em que vivemos, pelo mundo em que estamos e não adianta reclamar, é preciso agir para transformar” - Coen Roshi Todos nós, profissionais, gestores e militantes da causa da saúde no Brasil, sabemos quanto esforço já foi e é depositado no desenho de um sistema mais justo, igualitário e eficiente, que transforme verdadeiramente em prática a teoria do direito universal do cidadão aos serviços de assistência à saúde. E você deve concordar comigo: estamos sofrendo demais nesse processo. A reforma do setor passa por mudanças políticas, econômicas e culturais que abrem espaço para a estruturação de um sistema preventivo em práticas de saúde, orientado não mais a estruturas e processos, e sim a resultados. Não há como se isentar - estamos todos envolvidos e somos todos responsáveis. Governos, universidades, instituições e indústria enfrentam o desafio de aceitar e viabilizar mudanças de atitude. Depois de décadas defend
Gestão da mudança e o desafio da liderança colaborativa
Um executivo de hospital, certa vez, me chamou para dizer: “vou acabar com essa história de acreditação, isto que inventaram é só custo e até o meu faturamento diminuiu”. E eu achando que ele tinha me convidado para reunião para falar das melhorias que ele tinha conseguido em tão pouco tempo. O desabafo me pegou de surpresa, afinal, a instituição dirigida por ele apresentava, naquele momento, melhorias expressivas de qualidade e segurança do paciente. “Estamos perdendo dinheiro”, ele continuou. Mas como assim? Ocorre que, fora de seu campo de visão, estava se esboçando um novo modelo assistencial com redesenho de processos, transparência da governança, envolvimento dos colaboradores na estratégia da instituição e o posterior aumento da rentabilidade. Este gestor estava com sua a atenção limitada à perspectiva de curto prazo e a uma conduta de liderança que não mais é capaz de conduzir pessoas e organização ao futuro. Esse é o líder antigo, acostumado e acomodado a u
Liderança em Saúde e o porquê do desapego
“Não precisamos de mais conhecimento e sim de mais sabedoria. A sabedoria depende de nossa aplicação” - Jack Kornfield É comum haver uma idealização em torno da figura do líder, como se a capacidade de envolver e conduzir pessoas fosse uma virtude nata, que torna uns mais aptos que outros para a função. A realidade, porém, é mais objetiva e generosa: o ser humano não vem ao mundo pronto para coisa alguma, o que lhe dá a oportunidade inesgotável de aprender e se desenvolver. Na Saúde, essa prerrogativa é cada vez mais evidente. Diferentemente de outras áreas de negócios que determinam a qualidade de seu desempenho, em primeiro lugar, pelo ganho econômico, o modelo de gestão e liderança em nosso setor é impactado por uma complexidade particular: a necessidade de colocar o paciente no centro de todas as decisões. Não há lucratividade que se sustentará, no longo prazo, sem que esse entendimento percorra toda a organização - e os líderes estão por toda parte dela. Refi
Governança clínica e gestão: uma união estável
Distraídos pela possibilidade de métodos mágicos de aprimoramento de resultados, os gestores se frustram e deixam de acreditar no próprio processo da acreditação. Iludem-se. E as pessoas adoram se iludir. Os processos de gestão da saúde não são nada inovadores. Essa é a verdade. Mas,por mais que esse tema incomode, não há escapatória - precisamos enfrentar essa realidade. Não é de se espantar que seja assim, afinal, pouco fizemos no Brasil, até hoje, em termos de formação dos executivos que atuam no nosso setor. Muitos gestores ainda utilizam uma abordagem taylorista, conhecida também como organização científica do trabalho, que racionaliza e engessa a dinâmica dos processos. Incompatível com o perfil e as exigências dos profissionais, bem como as do próprio cliente, esse modelo nos limita como defensores e viabilizadores da melhoria da qualidade dos serviços de saúde. Com a revolução tecnológica, os processos de trabalho em nosso meio tornaram-se mais complexos
O que você precisa saber sobre a gestão da qualidade na saúde pública
O compromisso com a prestação de contas dos serviços públicos é uma demanda recente, porém, cada vez mais debatida entre as lideranças da sociedade. Seja por amadurecimento dos líderes, pela intensa exposição dos processos da Saúde no noticiário ou, ainda, por ambas as razões, assegurar a justa aplicação do dinheiro dos cidadãos na garantia da qualidade e da segurança do paciente tornou-se uma premissa. Uma emergência inadiável. Sabemos que os padrões e critérios da acreditação estão muito à frente dos esforços de qualidade e segurança empreendidos pelas instituições públicas - algumas, demonstram grande potencial para a acreditação, mas poucas dão o exemplo. E há uma série de fatores que contribuem para essa inércia. A maior dificuldade está em equilibrar os interesses e as agendas dos três níveis de poder: federal, estadual e municipal. Alguns estados estão usando o instrumento para mostrar a participa&cce
O que as mudanças nos modelos de assistência dizem sobre nós
A inovação mais expressiva na Saúde não virá de novas tecnologias, mas da transformação do modelo assistencial e do valor entregue às pessoas Há uma série de fatores técnicos, estruturais, processuais e metodológicos envolvidos na transformação que buscamos na qualidade da assistência e segurança do paciente. No entanto, a grande mudança verificada em sociedades mais maduras, como na Europa e no Canadá, parte, necessariamente, de um aspecto mais sutil: a reforma de mentalidade. E acredite: desconstruir um paradigma, para então instalar uma nova referência, é a meta mais corajosa, incômoda e definitiva que podemos assumir. A atual transição a que me refiro pode parecer trivial: substituir o que definimos como paciente/cliente por, simplesmente, pessoa. Mas não se trata apenas de uma questão semântica. Essa proposta altera a forma como entendemos a assistência, pois, quando nos referimos ao humano, falamos de cultura, educação, de meio ambiente e contexto social onde ele está
1

Rua Nelson Gama de Oliveira, 311 - 10° andar
CEP 05734-150 - São Paulo/SP - Brasil
+55 (11) 3772-2098 - 3772-2478

Facebook

Busca no site

Receba nossas Newsletters

Nome
E-mail

Conheça nossos parceiros: PBSP | CPSI | IHI | ISQua | AHESP | FBH | ONA | ACI | SBHCI | ANAHP

Última atualização realizada em 22/06/2017 às 14:24:00.